
"Inferno", de mestre português desconhecido (1510-20)
No Inferno que um autor português não identificado pintou no século XVI reunem-se imaginários recorrentes do mal, do medo e do castigo. À tradição medieval da representação de demónios e de figuras de distintos grupos e estatutos sociais junta-se a novidade da representação do nu, em toda a sua evidência, e da figura exótica que dá corpo ao príncipe emplumado dos demónios, provavelmente um índio brasileiro, que preside ao grande teatro dos condenados.
A própria composição reforça o sentido infernal do sofrimento, encadeando os corpos uns nos outros através de um esquema bem legível que os distribui por um arco que abraça o caldeirão circular onde, ao centro, fervem os clérigos. Este grande arco prende-se, à esquerda, na notável representação dos três nus femininos suspensos da trave e, à direita, difunde-se na grande abertura circular por onde chegam os culpados, a chamada boca do Inferno.
Para além do exaustivo inventário de pecados, castigos e objectos de martírio, o aplicado exercício de pintura explora outros inquietantes aspectos - a ambivalência dos corpos e as máscaras caricaturais dos diabos carrascos. Este impiedoso mundo subterrâneo contido numa raríssima pintura, parte presumível de um retábulo, aguarda que se faça luz sobre a sua origem. (in site do MAA)
TRIÂNGULO
Adriano Mendes (Realização)
Filipe Franco (Argumento)
Pedro Souto (Produção)
Pedro Souto (bensonpai)
No Inferno que um autor português não identificado pintou no século XVI reunem-se imaginários recorrentes do mal, do medo e do castigo. À tradição medieval da representação de demónios e de figuras de distintos grupos e estatutos sociais junta-se a novidade da representação do nu, em toda a sua evidência, e da figura exótica que dá corpo ao príncipe emplumado dos demónios, provavelmente um índio brasileiro, que preside ao grande teatro dos condenados.
A própria composição reforça o sentido infernal do sofrimento, encadeando os corpos uns nos outros através de um esquema bem legível que os distribui por um arco que abraça o caldeirão circular onde, ao centro, fervem os clérigos. Este grande arco prende-se, à esquerda, na notável representação dos três nus femininos suspensos da trave e, à direita, difunde-se na grande abertura circular por onde chegam os culpados, a chamada boca do Inferno.
Para além do exaustivo inventário de pecados, castigos e objectos de martírio, o aplicado exercício de pintura explora outros inquietantes aspectos - a ambivalência dos corpos e as máscaras caricaturais dos diabos carrascos. Este impiedoso mundo subterrâneo contido numa raríssima pintura, parte presumível de um retábulo, aguarda que se faça luz sobre a sua origem. (in site do MAA)
TRIÂNGULO
Adriano Mendes (Realização)
Filipe Franco (Argumento)
Pedro Souto (Produção)
Pedro Souto (bensonpai)
great week
ResponderEliminarGostava de poder saber mais acerca do projecto.. Sempre vão seguir com a história do acidente? Estou curioso...
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