terça-feira, 10 de março de 2009

Fortuna


Estatueta de Fortuna, de autor desconhecido.
Museu Nacional de Arqueologia

Datada da época romana, a estatueta, escolhida pelo triângulo, representa a filha de Júpiter, Fortuna, a deusa do destino, da esperança e da sorte (fosse esta boa ou má). Era representada portando uma cornucópia e um timão (ou leme), simbolizando a sorte e a coordenação das vidas humanas que estariam à sua responsabilidade. Sendo cega, tal como a imagem moderna da Justiça, leva-se a crer que distribuía os seus desígnios, sem olhar a quem ou porquê.

Assim sendo, para a nossa história, tomou-se como conceito principal a impossibilidade do homem em controlar os eventos de modo a que tudo ocorra como pretende. Este estará sempre dependente da sorte e do azar, que acabam por mudar o rumo da sua vida, provando que apesar de toda a racionalidade e sentido de superioridade que o destacam de todos os outros seres, continua a estar vulnerável a simples incidências que estão fora do seu controlo.

P.S. Para nós, tornou-se evidente que gostariamos de trabalhar essencialmente com a simbologia por detrás da estatueta (apesar de haver certos elementos visuais a serem incorporados na história)... Sei que ainda estamos todos numa fase inicial mas gostaria de saber como os outros triângulos estão a trabalhar com a relação da obra e a história obtida. Quando puderem façam um post

Triângulo: Diana Cardoso, Francisco Carvalho, Inês Ribeiro

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