"Jonas perde o seu mentor e procura o seu caminho por entre os escombros de castelos de cartas derrubados"Treatment
JONAS, um rapaz de 19 anos, entra no seu quarto. Passa a mão pela superfície de uma redoma que contém um castelo de cartas por acabar. Ao passar por uma secretária onde vemos plantas de um projecto similar à sua construção, pega numa moldura e olha uma fotografia sua com o seu avô e mentor, falecido há pouco tempo. Tentativamente, tira duma gaveta um baralho de cartas muito especial, da sua infância, adornado com autocolantes.
Quando se dedica a colocar o último lance para finalizar o castelo, vacila. Fechando os olhos, é transportado para o seu subconsciente, encontrando-se com as três cartas em jogo num descampado: VALETE, DAMA e REI.
Jonas explica-lhes o porquê da sua hesitação, confessando o seu desespero perante a morte do avô. Na intimidade da sua mente, os quatro conversam num exercício de preparação para o desafio que se aproxima; Jonas é confrontado com opiniões contrárias que revertem o seu ponto de vista, deixando-o em paz com qualquer consequência da sua construção. Quer esta caia ou se mantenha de pé.
Voltando a si mesmo, Jonas avança, resoluto, coloca o último par sobre o topo do castelo... que desaba após um segundo de existência.
Quando se dedica a colocar o último lance para finalizar o castelo, vacila. Fechando os olhos, é transportado para o seu subconsciente, encontrando-se com as três cartas em jogo num descampado: VALETE, DAMA e REI.
Jonas explica-lhes o porquê da sua hesitação, confessando o seu desespero perante a morte do avô. Na intimidade da sua mente, os quatro conversam num exercício de preparação para o desafio que se aproxima; Jonas é confrontado com opiniões contrárias que revertem o seu ponto de vista, deixando-o em paz com qualquer consequência da sua construção. Quer esta caia ou se mantenha de pé.
Voltando a si mesmo, Jonas avança, resoluto, coloca o último par sobre o topo do castelo... que desaba após um segundo de existência.
Triângulo: Mariana Fortuna, Rita Neves e Catarina Lino
Apesar da metáfora do castelo de cartas ser talvez um pouco forçada, parece-me que, visualmente poderia resultar, dependendo da forma como o filmam.
ResponderEliminarGosto da ideia de sonhar com cartas pois vai de encontro a um lado onírico que eu muito aprecio. Considero, no entanto, que esta é uma cena arriscada no sentido que é importante que resulte em conjunto com o resto do filme.
A meu ver, as cartas não deveriam assumir a forma humana. Seria um pouco ridículo ver actores vestidos de cartas.
Uma alternativa penso que poderia ser filmá-las na mão do Jonas incluindo as respectivas falas em voz off.